Terrenos ociosos favorecem proliferação do mosquito aedes aegypti em Embu das Artes e Itapecerica da Serra

Especial para o jornal Linhas Populares, originalmente publicado em 02/03/2016

Terrenos ociosos favorecem proliferação do mosquito aedes aegypti em Embu das Artes e Itapecerica da Serra

Terrenos públicos, particulares, praças e até rua inteira, se tornam pontos de descarte irregular de lixo e entulhos que acumulam água parada, lugares ideais para proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus.

No Jardim Ângela, a Rua José Manoel Nicoli, trecho com excesso de lixo impede o trânsito de carros. Antônio Leandro, 75, é morador da região e conta que “a rua se tornou um verdadeiro lixão e isso é perigoso. Às vezes, os moradores colocam fogo para tentar minimizar”.

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Rua José Manoel Nicoli, no Jardim Ângela, Embu das Artes / Foto: Silvia Martins

No Jardim Dom José, Rua Barueri, um terreno da Eletropaulo tem o mato com altura acima de dois metros.

“As pessoas já reclamaram para a Eletropaulo, mas eles não resolvem”, comenta a moradora Monica Moreira, 50.

No Jardim Flórida, o descarte irregular acontece em praça pública. Outros pontos com as mesmas condições foram encontrados no Santo Eduardo, Jardim Taima e Jardim Santa Tereza.

Ao todo, a cidade confirmou 858 casos de dengue em 2015. Este ano, segundo informações da Secretaria da Saúde, não há casos confirmados e 40 são suspeitos.

Ações preventivas: a prefeitura criou a lei Nº 002/2016, recentemente aprovada pela Câmara, que estabelece medidas de contenção das doenças relacionadas ao aedes aegypti, além de ações como o preparo dos gestores e servidores públicos, caminhadas educativas e mutirões de limpeza.

ITAPECERICA DA SERRA

No Jardim Campestre, o prédio do Desenvolvimento Rodoviário S/A (DERSA), está abandonado, com as janelas abertas e os vidros quebrados.

No Jardim Olaria, o descarte irregular de lixo é nas proximidades do Ginásio Municipal de Esportes, na Avenida Dona Anila. Dentro do Ginásio, a piscina está abandonada, com água de chuva e todo o tipo de lixo. Na parte de fora das arquibancadas, estruturas metálicas e buracos no chão também apresentam água parada e muitas larvas de mosquito.

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Piscina do Ginásio Municipal de Itapecerica da Serra

No centro, Rua Major Manoel Francisco de Moraes, terrenos particulares e duas praças que ligam um quarteirão a outro estão com lixo, entulho e capim alto.

Na Rua XV de Novembro, o antigo chafariz, apesar de seco, possui pontos que acumulam água da chuva e larvas.

Milena Parizotto e Taís Oliveira, moradoras da região, têm receio de serem vítimas do mosquito: “as autoridades deveriam prevenir e não aumentar o foco”, comenta Milena. Taís revela que “a falta de cuidados com os espaços da cidade deixa os cidadãos inseguros”.

A cidade registrou 1.621 casos de dengue em 2015. Este ano, segundo a Secretaria da Saúde, são dois casos confirmados e 43 suspeitos.

Ações preventivas: a prefeitura realizou ações educativas junto às secretarias, além de ir aos bairros São Pedro, Crispim e Jardim Jacira para vistoriar comércios e residências.